
No comando da seleção brasileira desde 2006, Carlos Caetano Bledorn Verri deixa nesse domingo, 4 de julho de 2010, o seu cargo. Além dele deixam a seleção também o seu auxiliar técnico Jorginho, o supervisor Américo Faria, o administrador Guilherme Ribeiro e o assessor de imprensa Rodrigo Paiva, segundo anúncio da adorada, conclamada e completamente imparcial Confederação Brasileira de Futebol.
Brincadeiras e provocações à parte, a atuação do ex técnico da seleção até me surpreendeu. Ficar por tanto tempo no seu comando com poucas boas atuações e ter conseguido um título da Copa das Confederações demandou, no mínimo, um bom par de costas quentes na CBF. O que me espanta mesmo não foi o desfecho da sua “era” na seleção brasileira, mas sim (ainda) a sua CONTRATAÇÃO.
Como boa estudante universitária desesperada por um bom emprego, sei bem que a vida não anda fácil para quem não tem experiência. Até mesmo em alguns concursos públicos a bendita experiência é requerida, frustrando muitos de nós, pobres futuros desempregados. A justificativa de todo empregador que faz tal exigência é sempre a responsabilidade que o cargo envolve, a necessidade de alguém dando resultados imediatos ou mesmo a falta de pessoal especializado para treinamento. A pesar de injusta na maioria dos casos, é uma justificativa plausível, principalmente quando estamos tratando de um dos ícones do nosso país – a Seleção brasileira.
Até hoje não entendo como alguém sem experiência como técnico foi parar lá em cima, no topo dos técnicos do futebol brasileiro. Não entendo entre aspas, claro, há diversas razões que o levaram até lá, mas não há como alguém me convencer de que elas visavam a consquista da Copa do Mundo de 2010. Experiência é o MÍNIMO que alguém em uma posição de tanta responsabilidade deveria ter, o Ricardo Teixeira poderia ter utilizado uma marionete que denunciasse menos o quanto ele comanda a seleção, ou mesmo assumí-la de vez.
A pesar dos pesares, o saldo (até a copa do mundo) não foi negativo, o problema mesmo começou a partir da convocação para o mundial. Falta de esquema téatico, falta de variações, falta de peças de reposição... era REALMENTE uma seleção recheada de “faltas”. Lendo comentários pela internet o consenso nesse sentido EXISTE MESMO, fato mais-que-raro tanto na imprensa quanto nas opiniões de torcedores de beira de esquina. O que não vi alguém falar e que me chamou a atenção de início foi a HOMOGENEIDADE da seleção no que diz respeito ao continente em que atuavam a imensa maioria de seus jogadores: a Europa.
Independente das discussões a cerca de onde se joga o melhor futebol e blá blá blá o que quero levantar é o seguinte: condicionamento físico não conta na copa do mundo?
Dentre os titulares brasileiros no mínimo três estiveram na final da UEFA, ocorrida em 22 de maio desse ano, praticamente UM MÊS antes do início da copa do mundo. Desde que eu me entendo por gente e assisto jogos de futebol sei BEM que em fim de temporada TODOS OS JOGADORES estão em seu limite físico, é preciso um trabalho sem tamanho pra que voltem a jogar e TEMPO pra caramba (que vai além da pré-temporada) para que voltem à plena forma. Com apenas 3 jogadores atuando no Brasil (estes que OBVIAMENTE estavam em condições físicas superiores a de muitos que estavam lá fora), um time MORTO era, assim, no mínimo previsível.
Outro ponto previsível também era a falta de “brasilidade” da seleção. O futebol que se joga aqui não é o mesmo do Uruguai, ou da Argentina, mesmo sendo países tão mais próximos que os europeus. Um jogador quando vai pra Europa agrega valores também europeus, como o jogo mecânico estritamente funcional da maioria dos seus times. Não tem jeito, é feito doença, pega mesmo! A nossa seleção passou então a ser também contaminada, nunca vi um time mais funcional que esse, sem emoção, sem raça, totalmente mecânico. Não faltou vontade dos jogadores, imagino. As palavras do nosso goleiro Júlio César (goleiro também da Inter de Milão, campeã da UEFA no fim de MAIO desse ano) comprovam isso. A culpa, pra mim, é da falta de experiência do Dunga e da sua incapacidade de assistir jogos entre times brasileiros – dá pra comparar o condicionamento de um jogador que está desde fevereiro atuando ao de um que vem atuando sem pausas significativas desde o ano passado? (duvido).
BEM sinceramente, não acho que qualquer médico ou equipe (nem mesmo do Reffis xD) poderia dar jeito nos zumbis da seleção na Copa do Mundo 2010. Quem poderia ter feito algo era o Dunga mesmo, aceitar treinar algum time do Brasil, ou da escola da esquina pra aprender de fato como o jogo funciona da perspectiva do técnico seria uma atitude sensata e indolor, a pesar de não tão rentável.
Boas sorte no seu novo blog. Post interessante. Seguindo...
ResponderExcluirOla,tudo bem?gostaria de saber se tem interesse em fazer parceria com meu blog jogosdabarbie.org .é um site de jogos online da barbie com cewrca de 1.000 visitas diarias.Se tiver interesse me retorne este email ok?
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